Eis as primeiras chuvas, anunciando o fim do verão, que fizeram surgir as ruas e caminhos esburacados em vários pontos da freguesia, em resultado da intervenção feita pela empresa "Águas de Barcelos”, em virtude dos trabalhos que estão a ser executados nessas vias.
Os trabalhos iniciaram-se nos primeiros dias do mês de Junho de 2006 e tudo levaria a crer que a repavimentação das vias iria ser feita a curto prazo. Tudo levaria a crer que fosse assim, mas desengane-se quem assim pensa!
Ao ler-se o ponto 4. da cláusula 29 do contrato de concessão, assinado pela Câmara Municipal e a empresa, sobre a utilização das vias públicas, verifica que diz o seguinte: “Na utilização das vias públicas, a Concessionária deverá cumprir a legislação em vigor relativa à sinalização, à segurança e à divulgação ao público relativamente aos trabalhos em curso e deverá repor em estado equivalente àquele em que se encontravam antes da realização dos trabalhos, suportando integral e totalmente os respectivos custos, os pavimentos e quaisquer outras instalações e estruturas afectadas pela realização dos trabalhos, de acordo com as normas técnicas emanadas das diversas entidades competentes.”
Esta norma não fixou o prazo para a repavimentação, e por isso mesmo, foi a Câmara Municipal, que por sua iniciativa, o fez. E muito bem.
Aliás, um dos administradores de referida empresa, António Araújo, confirmou exactamente isto, ao proferir a seguinte afirmação, a propósito destes trabalhos: “… por imposição da Câmara Municipal ao fim de um mês da vala estar aterrada temos que fazer a repavimentação…”. Esta afirmação nada tem de extraordinário, sendo mesmo natural que assim fosse. Mas, o que é certo, é que a Câmara Municipal parece-nos refém da própria empresa concessionária ao não exigir a reposição imediata do piso nas vias intervencionadas pela empresa concessionária. A sua actuação, ou melhor, a falta de actuação pode-se comparar a um doente dependente de um qualquer medicamento do qual se não consegue libertar a não ser com apoio psicológico. Entretanto a população de Carapeços vai sofrendo as agruras da incompetência com todas as consequências dos incómodos provocados. E a empresa “está-se marimbando”. Afinal quem deveria exigir o cumprimento das suas obrigações não o faz! Porque será?
Por este andar as Festas das Cruzes de 2007 chegarão e tudo continuará na mesma. Santa incompetência!
Temos consciência que, pelo menos, os órgãos autárquicos da freguesia deveriam saber informar as pessoas e exigir à Câmara Municipal que faça cumprir o plano de trabalhos por parte da empresa concessionária, tentando, desta forma, evitar maiores transtornos.
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